terça-feira, 6 de abril de 2010

Diário de uma atípica dona-de-casa II

Sempre gostei de andar com as unhas arrumadinhas, mesmo que na primeira instabilidade, eu as roa. Porém, com as minhas "bem-aventuranças" como dona-de-casa, consegui, em tres dias, acabar com os esmalte que coloquei, chiquérrimo, roxo-beringela. Depois de lavar roupas, mesmo com ajuda da máquina, de cozinhar, temperar, limpar, fiquei rosa-chiclete quando vi os pedaços de esmalte largando. Quase enfartei!
Estou passando uns dias de cão. Durante os turnos de trabalho, em cima do salto e no turno de casa, uma verdadeira gata-borralheira. Ugh!
Até gosto de cozinhar, umas comidinhas diferentes, testar temperos, texturas, sabores, mas fazer o feijão-com-arroz do dia-a-dia, é um pouco demais!
Para mim, a gota d'água é lavar cuecas. Nunca lavei, nem lavarei... Não faço isso nem com a corda no pescoço, a menos que o dono delas esteja doente ou com uma das mãos quebrada. Não faço questão de ser esposa padrão. Já disse e repito: adoro ser uma trabalhadora brasileira. Adoro a minha família, a minha casa, os meus filhos, mas tem coisas que eles não podem e não devem esperar de mim.
Tenho me virado do jeito que posso  e ainda acho um tempinho para escrever meus "Poemas comestíveis", alimentar o blog e ler um pouquinho.
 E quer saber? Novamente benditas sejam as mães, as nossas empregadas, as nossas diaristas e qualquer heroína que se desdobra para trabalhar e ainda cuidar da vida doméstica. Só espero que a minha situação se resolva logo... estou quase tendo uma síncope! Meu Deus, não tenho vocação para ser Amélia... "Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia é que era mulher de verdade."

Beijocas, cansadas...

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