quinta-feira, 18 de março de 2010

UHUUUUU!!!!!! PASSEI!!!!!


Soube há pouco que passei na seleção do curso de pós-graduação em Gestão de Instituições Públicas. Fui correndo acordar minha irmã para contar a novidade e passei um e-mail para meus amigos para noticiar. Pode parecer bobagem, mas fiquei louca de alegria. Quando fiz Psicopedagogia, a seleção foi menos rigorosa, não havia apresentação de ante-projeto nem entrevista. Essa foi dureza. Tivemos que ler cinco livros, fazer uma redação sobre um trecho de um dos livros e participar de uma entrevista com os coordenadores do curso.
Sempre gostei de estudar e de ler. É o único bem que é intransferível. O que sabemos, apesar de transmitirmos aos outros, nunca o fazemos na totalidade, pois são resultados de experiências individuais. Quando estou estudando, estou sendo egoísta, fazendo algo para mim, exclusivamente, pois o resto das coisas que fazemos é sempre para alguém: marido, filhos e outros.
O primeiro requisito para a “peneira” foi o curto espaço de tempo para produzir o ante-projeto.Não encontrei alguns livros  e, para meu desespero o trecho da redação era exatamente sobre um dos que eu não tinha lido. Consegui me safar na primeira etapa porque já tenho um caminho andado na gestão de instituições públicas.  No dia da entrevista, me arrumei toda, caprichei na maquiagem e lá fui...
No dia anterior, as dores na coluna que tinham me perseguido a semana inteira resolveram atacar. Fui parar no hospital para tomar o que chamo de “coquetel Molotov” pois as drogas são tão fortes que me deixam inoperante uns dois dias, mas não tinha outro jeito. Ou tomava o troço, ou amanheceria travada! Fui pra entrevista com uma leveza na alma e um branco total na cabeça.
Respondi sobre minhas atividades, área de atuação, sobre o projeto e aí veio a pergunta fatal... Quais referências eu tinha lido para fundamentar o projeto? Não consegui lembrar. O branco ficava cada vez mais branco e eu simplesmente não lembrava nenhum dos autores. Tive que usar a estratégia mais digna: fui sincera. Disse que havia lido alguns livros, textos e sites da internet, mas, naquele momento, simplesmente não lembrava.
Voltei para casa insegura e com uma certeza: eu estava fora. O resultado, conforme o edital seria no dia 19, mas hoje, por curiosidade resolvi dar uma espiada no site e, surpresa: o resultado tinha sido divulgado desde o dia 12. E melhor ainda: meu nome estava lá, estampado na lista.
Querem saber? Tem um gostinho bom. Durante esses dias vivi emoções que há tempos não experimentava: a dúvida da aprovação. A última vez que senti essa coisa doida foi no vestibular.
Agora posso gritar: UHUUUU!!!! PASSEI!!!!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A NATUREZA COBRA SUA CONTA


Desde que o ser humano utilizou a natureza a seu favor, através do domínio do fogo, do uso de ferramentas, da agricultura e da pecuária, ele passou a modificar o ambiente para satisfazer às suas novas necessidades. Com o crescimento das populações humanas, o florescimento das cidades e a industrialização, o impacto das ações do homem sobre a natureza tornou-se irreversível.
Falar do derretimento das calotas polares, do desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica ou da poluição dos mares parece um pouco distante da nossa realidade, mas esses eventos ocorrem por pequenas alterações nos lugares mais distantes e que juntas, tomam dimensões incalculáveis.
Um exemplo de como interferimos no clima é que os nossos verões estão cada vez mais quentes e que os ventos que assolaram a cidade não foi um evento isolado, atingindo várias cidades do sertão nordestino. Isso ocorre, no nosso caso, porque a cidade está desguarnecida de sua proteção natural, que são as árvores que margeavam o Rio Itapicuru e as da nossa caatinga, cada vez mais desmatada para dar lugar às plantações e à criação de gado. A caatinga é um ecossistema riquíssimo, embora muitos não compreendam dessa forma. Por causa disso, não é o foco de atenção para grande parte dos ambientalistas. Ali vivem espécimes únicos de animais e plantas que ainda nem foram estudados e catalogados. Nos licurizeiros da nossa caatinga vive uma espécie de orquídea do gênero Catasetum, conhecida como “cachimbinho”, pouco estudada pelos biólogos e quando as pessoas vão aumentar suas áreas de pastagens, derrubam impiedosamente os licurizeiros, que também servem de alimento para as cada vez mais raras famílias de periquitos e maritacas e destruindo os poucos orquidários naturais que ainda restam.
Terremotos como os do Haiti e do Chile, enchentes e furacões são apenas uma pequena parcela da conta que a Natureza está nos cobrando por interferirmos cada vez mais no equilíbrio do meio-ambiente. A nós, humanos, resta-nos utilizar os recursos naturais (água, ar, solo) de maneira mais consciente a fim de minimizar a nossa ação destrutiva. Como um organismo vivo, a Terra agora se defende de seus agressores.
imagem: Acervo pessoal - Orquidea do gênero catasetum