domingo, 11 de abril de 2010

Desventuras de uma dona-de-casa


Ah! Essa vida de dona-de-casa, realmente é uma loucura... Gilda ainda não voltou e estou tendo que, tecnicamente, dançar o redolation na cozinha... E tem gente que gosta! Do rebolation e das tarefas domésticas!
A pior parte dessa semana foi limpar as carnes que íamos consumir... Tenho horror a carne crua, o cheiro me enoja... E o frango? Pra tirar a pele do bicho, tenho que por uns três limões antes, para não sentir o cheiro, isso sem  contar as ânsias de vômito que aparecem qunado, por baixo da pele fria, aparece auqela gosma. Ugh!!!

Não gosto muito de trabalhar com objetos perfuro-cortantes. Não gosto de facas, tesouras ou agulhas. Minha mãe tentou muitas vezes me ensinar a fazer bainhas de calça, pois, segundo ela, me casaria e teria que apender a fazer as bainhas das calças do marido. Grande coisa... na minha cabeça adolescente, não me casaria. Daí, um dia, me casei, mas até hoje, não fiz uma bainha sequer das calças dele, em dezesseis anos de casamento. Se for necessário, faço um armengue, preferencialmente, com fita adesiva dupla face, para não furar os meus dedos com as terríveis agulhas.
Pois bem, estava a cuidar das carnes, quando, de repente, não mais que de repente, a faca escorregou e cortou-me o dedo. Foi um sangria total. No auge do meu desespero o telefone toca e é uma amiga a me perguntar como eu estava, ao que respondi:
_ Tentando me suicidar, a começar pelos dedos! Imaginem só, realizem, alguém tentaria se matar logo com uma faca... Ainda bem que ela bem-humorada e me respondeu:
_Só você mesmo, sua boba! Existem métodos mais eficientes para se matar! tente se afogar num copo d´água!
Isso acabou definitivamente com o meu mau-humor, caímos na risada e acabei deixando as carnes para Joilson cuidar. Ainda bem que tenho um marido pós-moderno.
A família inteira tem se empenhado para manter a casa funcionando. De certa forma, isso nos une mais, embora seja irritante ficar pedindo a Igor para fazer uma tarefa pelo menos umas quinhentas vezes, mas ele está se saindo muito bem.
O trabalho de Ana Clara é limpar o rack, pois como todos estão ocupados, ela também se sente responsável por alguma coisa. E assim vamos vivendo, e eu, morrendo de saudade de Gilda...

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