terça-feira, 2 de julho de 2013

Seis meses da Administração 55



DEPOIS DO SÃO JOÃO, UM BALANÇO DOS SEIS MESES DA ADMINISTRAÇÃO 55 EM CIPÓ




Como alguns previram, o portal do Carnaval, no dia 20/06 estava sendo revestido para o São João.  A Prefeitura parece que aprendeu a política dos 3R (Reutilizar, Reduzir e Reciclar), mas só pôs em prática um: o R de REUTILIZAR. O governo 55 precisa aprender também a REDUZIR. O quadro de funcionários da Prefeitura está inchado. Tem muito cacique pra pouco índio.
A administração pública cipoense perdeu o rumo e agora busca assessoria externa para tentar reverter a  situação. Nos treze dias em que estive em Cipó percebi a maior parte da população insatisfeita, inclusive os que apoiaram o novo governo.
Em conversas com alguns professores, descobri que o depósito da Secretaria de Educação está abarrotado de livros que não foram entregues aos alunos e que quando um livro é solicitado, a responsável pelo setor, usando as palavras da professora, exige tanto “licuticho” que acabam desistindo de pedir os livros que por direito pertencem aos alunos. Espero não vê-los jogados ao relento no fundo do Grande Hotel, que tem sido desde o governo PT de depósito de inservíveis.
A população precisa saber a que empresa pertence os compactadores de lixo. Tenho cá minhas desconfianças, mas, certamente o contrato deve ultrapassar os seis dígitos. A Prefeitura está alugando imóveis residenciais para alocar suas secretarias por valores que ultrapassam o mercado imobiliário da região, sem contra o sem-número de carros particulares locados pela mesma.
Segundo fontes internas, antes de fechar o semestre a Prefeitura já havia estourado o orçamento do município para 2013. Está na hora de aprender a REDUZIR despesas. O erário não é para utilizado irresponsavelmente.
O que pude perceber foi a luta de um só: enquanto o prefeito luta para legitimar sua postura de honestidade, seus assessores extrapolam o bom-senso. Carros oficiais, comprados com nosso dinheiro, usando combustível pago pelos nossos impostos circulam pela cidade inteira sendo utilizados para fins particulares. E essa ninguém me contou: eu vi!
Falta uniformidade de procedimentos na Educação, na Saúde e em outras áreas. Alguns secretários estão “tirando leite de pedra” tentando fazer seu trabalho, enquanto outros imaginam estar vivendo como Alice: no País das Maravilhas. O turismo está às moscas, com as piscinas do toboágua sem manutenção e, graças a Deus, interditadas e virando criadouro de mosquitos.
A festa de São João foi um fiasco, apesar da prefeitura ter um monte de bandas contratadas. Algumas foram embora sem tocar simplesmente porque não deu tempo e outras por não terem recebido o seu cachê. Alguns excelentes artistas da terra como Enock do Acordeon e Nildo é Show. Percebi que as pessoas na praça estavam desanimadas, apáticas e a atração principal do São João, os sertanejos Edu e Maraial só se apresentaram pela manhã, uma falta de respeito aos artistas e, principalmente ao público que teve de esperar a madrugada inteira e a aurora para vê-los.
Enquanto isso, na cidade vizinha, que até pouco tempo atrás não realizava uma festa significativa, a festa simplesmente “bombava”, com boas atrações  e, principalmente, um público animado, sem espaço para circular de tão lotado, do palco ao final da rua. E lá estavam muitos cipoenses, inclusive eu, que decepcionados com a apatia, resolvemos fugir para Nova Soure.
Será que a falta de animação do povo está refletindo o desgosto que os cipoenses estão experimentando com a administração 55?  Cipó está às escuras, apesar de a Prefeitura ter adquirido 50.000,00 de materiais elétricos de uma empresa que faz transporte escolar, segundo o Diário Oficial dos Municípios.
A população enfrenta um surto de virose e o Hospital enfrenta uma situação dificílima: a estrutura física está comprometida e a estrutura humana idem, devido à falta de médicos nos PSFs, o que tem sobrecarregado o serviço de urgência e emergência. Passaram-se seis meses e eu gostaria de escrever por outro prisma, apontando sucessos.
Nas ruas fui perguntada porque deixei de escrever para o site arildoleone.com e uma pessoa teve a petulância de me dizer que haviam comentários que eu teria recebido dinheiro para deixar de criticar a administração atual. Esclareço: minha fonte de renda é o meu trabalho em Salvador, do qual tenho orgulho e o exerço com responsabilidade e dignidade. Portanto, aos especuladores, às batatas!
Todos nós, cipoenses, independentemente de partido, esperávamos alguma mudança significativa, mas nesses seis meses vi como mudança horrorosas lixeiras vermelhas nas calçadas e muitos quebra-molas nas ruas e me pergunto sempre: a que preço? Só as águas do tempo dirão.

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