terça-feira, 14 de setembro de 2010

Entre um colar e um conto

Quando chegou, comentou que achou bonito o meu colar. Perguntei-lhe o dia do seu aniversário e me disse a data, mas que não gostaria de ganhar o colar, mas um conto. Comecei a pensar o que poderia escrever sobre ela.


Nos conhecíamos há quase três anos. Lembro-me bem de quando chegou à escola, como agente da Editora Aymará. Nessa época eu assumia a direção de uma escola, no bairro da Liberdade. Chegou tímida, com uma longa saia branca. Pedi que se acomodasse enquanto eu atendia alguns alunos, mas na minha sala não tinha sequer uma cadeira disponível, estava tomada de livros.

Conversamos e a levei para conhecer a escola. Nos aproximamos a cada visita e na Semana das Crianças, ela conheceu Pipoca, meu personagem palhaço. Começava aí um relacionamento mais informal, mais divertido.

Um dia, enquanto conversava com uma professora sobre um jeito de ensinar matemática, ela confessou timidamente que gostaria de ter, na sua infância, uma professora assim e confessou as dores de ter sofrido bullying de uma professora. Nessa época nem se falava nisso, mas as suas marcas atravessam o tempo.

Deu uma vontade, de acolhe-la, de abraça-la. Acho que o fiz quando nos despedimos. Faço isso sempre, pois adoro quando ela chega.

Quem é, quem é? Cristina Mendonça. Pé-de-pato, mão-de-onça. Não que ela seja assim. É só pra rimar. Gosto do sorriso dela, do jeito tímido, do olhar. Gosto quando ela nos visita, e quando seus olhos brilham com as nossas ideias e projetos. É uma paulista que se “abaianou”. Apesar de seu jeito quieto, é uma alma pulsante. A mais nova é que ela agora anda aprendendo a pilotar moto.

Pois é, pois é... Entre um colar e um conto, cá está... Não é bem um conto, é uma descrição, mas taí, Cris. Você merece, com direito a publicação no Zoinho Curiando. Feliz aniversário! Que Deus ilumine seus caminhos. Não preciso dizer o quanto você é querida, não apenas por mim e pela equipe do Centro de Arte, mas por todos que convivem com você e isso não acontece somente pela sua qualidade profissional, mas pela PESSOA que você é.

Taí o conto. Será que ganha também um colar?

Um beijo no seu coração.

Niclécia (e Pipoca)

Um comentário:

  1. Puxa! Estava começando minha tarefa de casa domingueira e achei um papel com o telefone e o endereço do seu blog. Resolvi, antes de começar o trabalho, visitar o blog e, de cara, a sua homenagem à Cris.
    Que massa! Muito bacana o blog, o texto, a homenagem...
    beijinhos
    Patrícia Barreto

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